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Hospital de Base de Itabuna faz captação de córneas para transplantes

Coordenadora da OPO, enfermeira Elizabete Ferreira e Silva  - Foto Gabriel de Oliveira

Quatro pacientes poderão ser beneficiados com transplantes de córneas que já foram transportadas para o Banco de Olhos, que funciona na Secretaria de Saúde da Bahia (Sesab), depois de captadas no centro cirúrgico do Hospital de Base de Itabuna, nos dias 1º e 2 desse mês. A captação das córneas resulta do trabalho de conscientização realizado mês passado pela equipe da Organização de Procura de Órgãos – OPO do Hospital de Base durante a Campanha Nacional de Doação de Órgãos e Tecidos e Transplantes, através do Sistema Estadual de Transplante (COSET).

A campanha foi desenvolvida pela Secretaria Municipal de Saúde em parceria com o Ministério da Saúde e Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab) com o objetivo de esclarecer a população sobre a importância de cuidar bem da saúde e estimular às famílias a fazer a doação de órgãos e tecidos. As córneas captadas foram transportadas para Salvador em caixas térmicas refrigeradas pela empresa contratada pela Sesab.

Os doadores foram vítimas de parada cardíaca, principal fator que coloca o paciente em posição de doador em potencial de córneas. “Após a autorização da família, basta entrar em contato com a Central de Transplantes e se possível coletar uma amostra de sangue para sorologia. A retirada das córneas pode ser feita até 6 horas após o óbito”, orienta a coordenadora da OPO, enfermeira Elizabete Ferreira e Silva.  Segundo explicou “a retirada do material acontecerá se o cadáver tiver em temperatura ambiente. E, se refrigerado, poderá acontecer em até 24 horas”, acrescenta.

A coordenadora assinala que a cirurgia para retirada do globo ocular não é demorada, pois dura apenas 10 minutos. No caso de morte encefálica, o paciente se torna um doador em potencial de órgãos como coração para retirada de válvulas cardíacas, pulmão, rins, fígado e pâncreas. “Além do trabalho de conscientização com a equipe médica, enfermeiros e familiares de pacientes, fora do hospital realizamos palestras em escolas, grupos, associações e instituições de diversos segmentos para orientar sobre os processos de doação e captação de órgãos e tecidos.  

A coordenadora da OPO esclarece que é preciso que as pessoas conversem com seus familiares se desejarem ser ou não doador de órgãos. “Com essa atitude, certamente vai facilitar a decisão dos familiares para que, no momento de dor, atenda ao último desejo do ente querido, ajudando a diminuir a fila de espera de transplantes”, afirma Elizabete Ferreira e Silva.  Em 2009, o Hospital de Base realizou a primeira doação multiorgãos, após autorização da família de um paciente, vítima de morte encefálica.

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