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Salvador: Engenheiro é morto pela polícia na Av. Paralela e família só descobre 1 semana depois

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O engenheiro eletricista Moacyr Trés Costa Doria, de 61 anos, morreu após uma perseguição policial na Avenida Paralela, próximo ao Imbuí, em Salvador. De acordo com o Correio, o caso ocorreu no dia 18 de junho, mas a família só descobriu sobre a morte uma semana depois e por conta própria. Moacyr era professor do Instituto Federal da Bahia (Ifba), no Barbalho, e saiu de casa para ir a um supermercado na Avenida ACM. De acordo com familiares, ele provavelmente seguiu de lá para um apartamento que havia comprado na Avenida Paralela. Porém, ele não chegou ao local. Os policias envolvidos na ação informaram ao Instituto Médico Legal (IML) que o engenheiro furou um bloqueio da PM próximo ao Imbuí, o que deu início à perseguição. O carro da vítima, um Ford Ka, foi alvejado, e o professor foi atingido por dois tiros, um na região genital e outro na veia femural. Como Moacyr morava sozinho, a família só descobriu que ele não voltava para casa na quarta-feira (22), quando uma vizinha informou a situação para a ex-mulher no engenheiro. “A vizinha ligou e disse que estava estranhando que o carro do Moacyr não estava aparecendo há dias. Ela (a ex) procurou o filho, amigos, ligou para parentes do Rio. Ninguém sabia”, diz o advogado Bruno Rodrigues. Preocupada, a ex-mulher começou a visitar delegacias e hospitais em busca dele, até que no sábado (25) reconheceu o corpo no IML. “No IML disseram que os policiais deixaram o corpo lá afirmando que ele furou um bloqueio no Imbuí, passou atirando, imagina, um cara de 61 anos, professor”, conta o advogado. A família descobriu que a Corregedoria da PM já havia aberto um inquérito para investigar o caso, apesar de ninguém da família ter sido informado. Além disso, a Corregedoria apresenta uma outra versão para a circunstância da morte. “Os policiais dizem que ele furou uma blitz em Lauro de Freitas e furou cinco bloqueios, por isso foi alvejado. Afirmam que um projétil desses atingiu o pneu e ricocheteou, atingindo a femoral. Mas o carro tem mais de 17 projéteis, está com pneus todos estourados”, relata Rodrigues. “E os ângulos de entrada mostram que quem atirou estava do mesmo lado do carro. Emparelhado pela polícia e metralhado. O carro sem película, à luz do dia, não tem desculpa para o que aconteceu”, avalia. Em nota, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) informou que os policias envolvidos já foram afastados e que o caso é investigado pela Corregedoria da PM e pela Polícia Civil. As armas usadas foram apreendidas e passarão por análise no DPT. O órgão informou ainda que os policiais relataram que a vítima trafegava em alta velocidade no município de Lauro de Freitas e se negou a obedecer aos comandos de uma blitz, dando início a uma perseguição que acabou nas proximidades do Trobogy, na Avenida Paralela.

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