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Morte de adolescente no Habib’s foi causada por lança-perfume, indica laudo

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A polícia identificou um dos homens suspeitos de envolvimento na morte do compositor Felipe Yves Magalhães Gomes, 21 anos, ocorrida nesta segunda-feira (6). Ueslei Silva Sarinho, 22, é apontado pelos investigadores como traficante e já era investigado pela polícia. Ele está com mandado de prisão em aberto por outros crimes, mas foi feito o pedido de prisão preventiva dele também pela morte de Felipe.

Segundo a Polícia Civil, Felipe Yves estava indo encontrar com uma amiga quando foi abordado por um grupo de homens armados na comunidade da Independência, na Boca da Mata. Ainda segundo a polícia, os bandidos questionaram de onde o rapaz era e ele teria respondido que era primo de um morador.

O que Felipe não sabia é que o primo que ele citou era rival do grupo que o abordou. Esse teria sido o motivo da morte do compositor, segundo a investigação inicial do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Ele teve o pescoço semi degolado e foi baleado no braço esquerdo. O corpo foi encontrado em um matagal, na mesma região. O caso está sendo investigado pela 2ª Delegacia de Homicídios (DH/Central).

O corpo de Felipe foi sepultado na tarde desta terça-feira (7), no cemitério Parque Bosque da Paz, na Estrada Velha do Aeroporto. Cerca de 200 pessoas assistiram a cerimônia. Muito abalada, a família não quis comentar o caso. Alguns músicos, amigos do compositor, foram vestidos com camisas pretas e pediram por justiça.

A testemunha Silvia Helena Troti, 59, afirmou à polícia ter visto João Victor ser agredido por “um homem forte, gordo, moreno com uniforme do Habib’s” e desmaiar em seguida. Segundo o relato, o homem segurou o garoto pela gola da camisa e deu um soco na cabeça dele. Ela também contou que presenciou um outro funcionário do Habib’s “alto e magro” puxar o adolescente pelos braços junto com o primeiro agressor e, juntos, seguiram de volta para o Habib’s. O menino desmaiou durante o trajeto e, segundo ela, espumava pela boca.

Marca roxa
O catador Marcelo Fernandes de Carvalho, 43, pai do adolescente, diz que o menino tinha uma marca roxa do lado direito do rosto. “Tudo o que eu quero é saber o que aconteceu com o meu filho. É horrível ficar nessa angústia. Ele era um bom garoto, sempre me ajudava comprando algum alimento”, disse.

Prima do adolescente, a secretária Alini Cardoso, 26, disse que a família não pôde ver se havia marcas de agressão no corpo (nem no reconhecimento, pois o garoto estava vestido, nem no velório, pois o caixão veio lacrado – só era possível ver o seu rosto por um vidro). Segundo parentes, o adolescente fazia malabares em semáforos e não estudava.

Outro lado
O Habib’s, por meio de sua assessoria de imprensa, informou que a rede apura os fatos da “lamentável ocorrência”. Disse que a PM foi acionada após a conduta “incontrolável” de João Victor e que o resgate foi chamado. Também disse que vai cooperar com as investigações.

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