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Deputado Arimateia aborda a Depressão Sob a Ótica Científica e Religiosa

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Com Plenarinho lotado, o presidente da Frente Parlamentar de Defesa da Saúde e Institutos de Pesquisas Afins na Bahia, deputado estadual José de Arimateia (PRB-BA), deu início a Audiência Pública “Depressão Sob a Ótica Científica e Religiosa”. O ato, que começou na manhã desta quarta-feira (12), se estendeu até o princípio da tarde e atingiu o objetivo de realizar uma discussão minuciosa sobre a doença, que atinge 11,5 milhões brasileiros e 300 milhões de indivíduos em esfera mundial.

A depressão é classificada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como um transtorno mental comum, caracterizado por tristeza, perda de interesse, ausência de prazer, oscilações entre sentimentos de culpa e baixa autoestima, além de distúrbios do sono ou do apetite.

Para o deputado Arimateia, que também é Bispo da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD), a Audiência é uma oportunidade de orientar a população baiana de que não se trata apenas de uma questão psíquica, mas também espiritual. No ensejo, o parlamentar falou da doença e da relevância da enfermidade ser prevenida e tratada, pois assim ajudará a reduzir o estigma associado a esta condição e levar mais pessoas a procurar ajuda.“Sabemos que os médicos, terapeutas e estudiosos do tema têm se esforçado incansavelmente em novas modalidades de tratamento para tentar colaborar com a melhora da situação, mas, como bispo da Igreja Universal do Reino de Deus, acredito que esta, além de fisiológica, é uma questão espiritual e que a fé é uma grande porta de saída e libertação deste mal”, alertou Arimateia.

Atento ao trabalho de matrizes religiosas em favor do combate a esta enfermidade, Arimateia salientou o trabalho desenvolvido pela IURD nos presídios do Brasil, especialmente com a pregação da Palavra de Deus. “A iniciativa tem diminuído muito a questão da depressão nas penitenciárias, local propício para o surgimento da patologia. Acredito que se todos exercitassem a leitura da bíblia diariamente, encontrariam esta libertação”, disse.

Segundo informações da OMS, a falta de recursos, ausência de profissionais capacitados, o estigma social atrelado a transtornos mentais e falhas no diagnóstico são apontados hoje como grandes problemas no setor. Nesta perspectiva, o médico psiquiatra do Hospital Juliano Moreira, Antônio Carlos Freire, mostrou que a Bahia enfrenta uma série de dificuldades no sistema público de saúde, tais como: equipes da saúde com número insuficiente de profissionais, muitos pacientes para pouco serviços de qualidade, além da redução dos serviços de atendimento ambulatorial.

Com um tom informativo, o psiquiatra Paulo Gabriele, participou ativamente da cerimônia, representando o secretário Estadual de Saúde, Fábio Vilas Boas, e afirmou que a saúde mental é muito importante para ficar apenas confinada ao âmbito da compreensão científica. Em seguida ele pediu à sociedade menos preconceito e sim mais tolerância e acolhimento com os pacientes que apresentam alguma doença mental. “Não podemos cuidar do ser humano apenas por um aspecto ou mesma interpretação, pois o ser humano é muito maior e complexo do que a ciência compreende dele”, disse.

Para a cerimônia, também estiveram presentes representantes diversos representantes de denominações religiosas, o que gerou um grande debate em torno da temática.

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