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Operação no Sul da Bahia combate lavagem de dinheiro oriundo do tráfico de drogas

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta quinta-feira (29/6), em conjunto com a Polícia Militar – CIPE CACAUEIRA, a segunda fase da Operação Costa do Cacau, visando combater o crime de lavagem de dinheiro oriundo do tráfico de drogas realizado por organização criminosa atuante no estado da Bahia.
Cerca de 60 policiais, entre federais e militares, cumprem 9 mandados de prisão preventiva, 8 mandados de busca e apreensão e 5 mandados de sequestro de imóveis nos municípios de Itabuna, Ubatã, Camamú, Ubaitaba, Maraú, Santo Antônio de Jesus, na Bahia, e Campo Largo, no Paraná. As ordens foram expedidas pela 2ª Vara Criminal de Ilhéus e pela Vara Criminal de Ipiaú. A operação conta ainda com o apoio da Agência de Defesa Agropecuária da Bahia – ADAB, da Secretaria de Agricultura do Estado, para fiscalização e destinação do rebanho apreendido na fazenda dos traficantes.
As investigações começaram em abril de 2016, com a apreensão de quase 50 kg de cocaína, que eram transportados do estado de Rondônia para a Bahia. Na ocasião, duas pessoas foram presas em flagrante no município de Ubatã/BA. Posteriormente foi identificado e preso preventivamente o dono daquela droga e líder da organização criminosa, sendo encontrada com ele mais uma pequena quantidade de drogas e armas de fogo. Mesmo preso, o líder da organização criminosa continuou a traficar de dentro do presídio, com auxílio da sua esposa e do filho, que estavam soltos. Em março de 2017, foram presos mais dois integrantes da quadrilha, quando transportavam 11 kg de cocaína de Goiás para serem entregues em Ubatã, em uma fazenda pertencente à família dos traficantes investigados.
Esta segunda fase da operação, então, tem como principal objetivo a prisão dos integrantes remanescentes da organização criminosa e a sua descapitalização, com o sequestro e apreensão de valores e bens adquiridos com o comércio ilegal de entorpecentes. Dentre esses bens está uma fazenda de gado, utilizada para lavar o dinheiro de origem ilícita. Estima-se que o patrimônio acumulado pela organização criminosa atinja quase R$ 2 milhões.
Os investigados responderão pelos crimes de tráfico interestadual de drogas, organização criminosa e lavagem de dinheiro, cujas penas, somadas, podem ultrapassar os 33 anos de reclusão.

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