Home / Brasil e Mundo / Marcar-se como seguro no Facebook do prédio em SP não é babaquice

Marcar-se como seguro no Facebook do prédio em SP não é babaquice

Marcar-se como seguro no Facebook do prédio em SP não é babaquice

Uma polêmica tomou conta da timeline do Facebook nesta terça-feira, primeio dia de maio: mesmo com o prédio que pegou fogo e desabou no Largo do Paissandu, no centro de São Paulo, as pessoas estavam discutindo sobre marcar-se ou não como seguras – se usar o recurso mesmo sem estar próximo ao prédio era (ou não) algo idiota, babaquice, ou simplesmente fazer graça.

Foi uma baita discussão. E ainda está sendo. O ser humano mora longe do centro, local onde ficava o prédio – como, por exemplo, na Zona Leste da capital, ou no Morumbi – e se marca no Facebook como seguro. Na maioria dos casos, obviamente ele está seguro (até porque, pelo perfil, provavelmente nao frequenta aquela região). Quem é de São Paulo sabe que não é necessariamente um lugar para passear, por exemplo. Então dificilmente alguém que não circula ali diariamente estaria “dando um rolê” de madrugada no feriado.

E aí os usuários do Facebook, em geral, encaravam esse “check-in” de segurança como brincadeira. E a tragédia não foi brincadeira.

Mas resolvi fazer esse post para, de certa forma, mostrar o outro lado. O Facebook libera esse recurso em situações específicas. Nas palavras da própria rede social: “Quando um incidente como um terremoto, furacão, tiroteio ou desmoronamento ocorre onde pessoas podem estar em perigo, uma agência de informações de crise global alerta o Facebook. Se muitas pessoas na área afetada estiverem publicando sobre o incidente, o Check-in de Segurança será ativado. Assim, as pessoas dessa área poderão receber uma notificação do Facebook para se marcarem como seguras. Pessoas que clicam na notificação do Check-in de Segurança também poderão ver se os amigos estão na área afetada ou se marcaram como seguros.”

Ok. Então são dois motivos para se marcar como seguro. Primeiro, se você tem amigos em outras cidades, Estados ou mesmo países, eles não têm obrigação de saber onde fica o Largo do Paissandu e que você não frequenta o local. Eles não conhecem a cidade tão bem como você, e deixar seus parentes e amigos mais tranquilos não é um problema. A ferramenta serve pra isso.

E segundo que, se você se marcar como seguro, você acompanha tudo o que está acontecendo na página que o Facebook cria automaticamente (como dito acima), como os locais e formas de doação de alimentos, roupas e afins, novidades sobre a catástrofe e coisas do tipo. É igual curtir um post, pra ficar recebendo as atualizações dele depois. De novo, nas palavras do Facebook: “Os Recursos para Situações de Emergência permitem que as pessoas afetadas por situações de emergência contem aos amigos que estão seguras, encontrem ou ofereçam ajuda, e recebam as últimas notícias e informações.”

CLARO que alguém pode fazer isso só para tentar fazer graça (e não tem graça). Mas não anula a importância da ferramenta. Tem muita coisa babaca no Facebook – e essa não é uma delas. É uma que faz rede social valer a pena. Então vamos usar com cuidado.

Além disso, verifique

Guilherme Boulos incita invasão à casa de Jair Bolsonaro, veja vídeo

Share this on WhatsApp Pela enésima vez, Guilherme Boulos usa sua influência política de modo ...

Deixe um Comentário