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Edição 2018 do Prêmio Maria Felipa homenageará mulheres negras na Câmara Municipal

A vereadora Ireuda Silva (PRB), vice-presidente da Comissão da Reparação, realiza, no próximo dia 25, mais uma edição do prêmio Maria Felipa, dedicado a mulheres negras que exercem funções destacadas na luta contra o preconceito e em prol da autoafirmação. No ano passado, foram premiados nomes como as cantoras Margareth Menezes e Virgínia Rodrigues, a esteticista Negra Jhô, a estilista Najara Black, a líder comunitária Rose Meire dos Santos Silva e a pugilista Adriana Araújo. O evento acontecerá às 19h, no Plenário Cosme de Farias, da Câmara Municipal de Salvador (CMS). 25 de julho é também o Dia Nacional da Mulher Negra e o Dia Internacional da Mulher Negra Latino Americana e Caribenha.

Neste ano, serão premiadas 19 mulheres, entre as quais estão a promotora Lívia Vaz, do Grupo de Atuação Especial de Proteção dos Direitos Humanos e Combate à Discriminação do Ministério Público, a jornalista Rita Batista, a vereadora Marta Rodrigues, D. Ana, uma das primeiras obreiras da Igreja Universal, Carol Machado, coordenadora do movimento Novas Felipas, e Silvana Saraiva, produtora da Feafro.

“Ser mulher não é fácil, ser mulher e negra, menos ainda. Nos últimos meses, temos visto um aumento espantoso de notícias sobre casos de racismo, desrespeito e todos os tipos de agressões contra a mulher, incluindo femincídios. Isso é um sintoma de como a sociedade trata tais minorias”, avalia Ireuda. “Portanto, homenagear mulheres que se destacam na luta contra o preconceito é o mínimo que podemos fazer para reafirmar o nosso posicionamento, lembrar que somos peças fundamentais da história do Brasil e da Bahia e que não desistiremos de buscar melhorar nossas vidas”, acrescenta a republicana.

Maria Felipa de Oliveira foi uma marisqueira e pescadora que viveu na Ilha de Itaparica. Em 1823, ela lutou pela Independência da Bahia ao lado de Maria Quitéria e Joana Angélica, liderando um grupo composto por mais de 200 pessoas, entre as quais estavam índios tupinambás e tapuias, além de outras mulheres negras, nas batalhas contra as tropas portuguesas que atacavam a Ilha. Conta-se que o grupo foi responsável pela queima de pelo menos 40 embarcações portuguesas.

Veja a lista completa de homenageadas deste ano:

Lívia Vaz – promotora

Mara Orge – empresária e dona do restaurante Colon

Carla Santos – única mulher à frente de uma associação de moto-taxistas no Brasil

Carol Machado – coordenadora do movimento Novas Felipas

Edna Matos – diretora do Instituto Federal da Bahia em Santo Antonio de Jesus

Rita Batista – jornalista

Marta Rodrigues – vereadora

D. Ana Freire – uma das primeiras obreiras da Igreja Universal do Reino de Deus da Bahia, com mais de 35 anos de trabalho social

Silvana Saraiva – empresária, Presidente Mundial Instituto Internacional de Desenvolvimento Socioeconômico e Cultural (Feafro)

Marília Paiva – Advogada, assessora no Departamento da Rede Socio-assistencial Privada do SUAS, na Secretaria Nacional de Assistência Social do Ministério do Desenvolvimento Social

Anaci Bispo – educadora, primeira mulher a governar o Distrito 4550 do Rotary Club Bahia

Esperanza Bioho – diretora da Fundação Cultural Colômbia Negra

Aline Muniz – capitã do Corpo de Bombeiros

Bárbara Trindade – militante

Marijane Santana – tenente da Polícia Militar

Sara Gama – promotora

Rose Rozendo – educadora e militante

Silvia Duffrayer de Souza – cantora

Ana Luiza Coelho – coordenadora de Implementação de Políticas de Ações Afirmativas, do Ministério dos Direitos Humanos

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