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Contra a obesidade infantil, a inclusão é o melhor esporte

Mulheres são maioria nas quadras de roller derby, um jogo competitivo de quadra praticado sobre patins. A modalidade se popularizou entre as australianas enquanto esportes tradicionais só perdem adesão feminina no país. Também na Austrália e sem foco na competição, a corrida aberta parkrun já arrebanha 2 milhões de participantes regulares. Esses fenômenos chamaram a atenção da socióloga do esporte Simone Fullagar, que vem estudando o surgimento de eventos esportivos mais inclusivos, desvinculados do modelo corpo-atleta. É que a busca por novos esportes que não são tão competitivos vem crescendo.

Uma criança gordinha não sentirá prazer em praticar esportes que lhe reservem apenas os papéis de excluída ou derrotada. Segundo o professor Marcos Garcia Neira, do Grupo de Pesquisa em Educação Física Escolar da USP, as escolas devem pensar como o esporte propaga concepções de homem e mulher, hierarquia, sociedade, ou seja, modos de ver o mundo. “Nenhuma brincadeira é melhor ou mais adequada que outra. Ser melhor que o adversário ou superar os próprios índices são só alguns dos significados”, observa Marcos.

Ou seja: o problema não é a competição por si só, e sim como as práticas corporais (inclusive competitivas) podem constituir espaços de inclusão. Para o educador físico Humberto Cesaro, do Instituto Federal Catarinense, é importante apresentar a competição como uma chance de conhecer novos amigos, de aprender com outras crianças ou de ensiná-las, o que diminui a importância da vencer ou não. “Se uma criança obesa começa a fazer natação e o foco dos pais e professores é na perda de peso, essa atividade tem uma grande chance de ser chata e frustrante. A criança precisa brincar na água, descobrir seus limites e possibilidades, desenvolver habilidades e se sentir competente. Fazer amigos também. Esse sentimento é que vai ser determinante para a continuidade da prática”, afirma Humberto. E, de quebra, ela pode, inclusive, começar a perder peso.

Em outras palavras, a grande contribuição das práticas corporais para o combate à obesidade infantil é despertar o prazer e o interesse das crianças. Qual é a melhor atividade para que uma criança perca peso? Aquela que ela mais gosta. “É mais importante fazer algo que a criança goste e que vai fazer por mais tempo do que algo que gaste muitas calorias e que não cause um envolvimento a longo prazo”, diz Humberto.

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