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‘Não é um projeto de poder, mas de fazer a coisa certa’, diz Sérgio Moro

Na primeira entrevista coletiva após aceitar o cargo como ministro da Justiça do governo de Jair Bolsonaro (PSL), nesta terça-feira (6), o juiz Sérgio Moro rebateu as críticas por assumir o Ministério da Justiça e da Segurança Pública e afirmou que agenda será de combate à corrupção e ao crime organizado.

— A ideia aqui não é um projeto de poder, mas sim um projeto de fazer a coisa certa num nível mais elevado, em uma posição que se possa realmente fazer a diferença e se afastar de vez a sombra desses retrocessos.

— Passei os últimos quatro anos na Operação Lava Jato com todo o impacto que ela teve. Passei dia a dia esperando o momento em que a mesa fosse virada. De repente, surge a oportunidade de ocupar um cargo para solidificar o que foi feito.

O magistrado rejeitou as especulações de que a oferta do comando da pasta foi uma recompensa pela prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, principal líder do PT (Partido dos Trabalhadores).

— Eu não posso pautar a minha vida com base em fantasia, em álibi falso de perseguição política. Aceitei esse convite, porque entendi que tinha uma agenda importante de combate à corrupção e ao crime organizado.

De acordo com Moro, o processo de Lula foi julgado por ele em 2017, quando “não havia qualquer expectativa de que o então deputado Bolsonaro fosse eleito presidente”.

— O ex-presidente Lula foi condenado e preso por ter cometido um crime. O que houve foi uma pessoa que lamentavelmente cometeu um crime e respondeu na Justiça.

Moro também afirmou que vai “tentar repetir o mesmo padrão de sucesso na Operação Lava Jato” e que pensa em chamar para a pasta nomes que trabalharam na operação. Ainda segundo o magistrado, uma das propostas para o combate o crime organizado é criar e usar as forças-tarefas entre polícia, Ministério Público e Judiciário.

— Nova York, na década de 1980, combateu cinco famílias poderosas por meio da criação de forças tarefas. O FBI, em conjunto com as Promotorias locais ou federais, logrou desmantelar organizações. Embora elas não tenham deixado de existir, têm uma força muito menor que no passado.

Convite

O juiz ainda disse que foi procurado por Paulo Guedes, futuro ministro da Economia, em 23 de outubro para vir a ocupar um cargo no governo de Jair Bolsonaro (PSL), mas que não acertou nada na data. Moro disse, então, que no encontro de 1º de novembro conversou mais longamente com o presidente eleito.

— (Bolsonaro) Me pareceu uma pessoa bastante ponderada.

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