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Uesc e mais 16 universidade criam Projeto Girinos do Brasil

Uma coleção de seis livros com base científica apresenta às crianças a vida dos girinos, sapos, rãs e pererecas encontrados em mais de 1 mil lagos e poças d´água de todo o Brasil. As obras devidamente ilustradas para o público infanto-juvenil fazem parte do projeto Girinos do Brasil, pesquisa que integra o Sistema Nacional de Pesquisa em Biodiversidade do Brasil (Sisbiota) e é desenvolvida por 22 pesquisadores de 17 universidades públicas brasileiras – Ufabc, Unifesp, Ufg, Ufma, Ufam, Ufc, Uesc, Uefs, Ufms, Ufmt, Ufba, Ufmg, Ufpr, UfalL, Unila, Usp e Unesp. Os livros foram lançados em maio deste ano, estão disponíveis para download e as edições impressas estão sendo distribuídas pelos pesquisadores nas escolas públicas de seus respectivos estados. O primeiro título “De girino a adulto: muita história para contar” faz uma introdução sobre a pesquisa e os cincos restantes trazem curiosidade sobres os girinos e informações sobre os diferentes biomas brasileiros: Amazônia, Pantanal e Chaco, Mata Atlântica, Caatinga e Cerrado. Todos seguem uma estrutura comum, mas revelam dados específicos da realidade de cada região. A leitura não depende de uma sequência. O título da Mata Atlântica explica como os girinos são identificados e nomeados. O título sobre o Cerrado aborda a interação e de que forma esses seres interagem e se protegem dos predadores. Na Caatinga, os cientistas explicam como eles se adaptam para viver na seca. No Pantanal, o tema chave é a alimentação, e por fim, no livro sobre a Amazônia é abordada a forma de reprodução dos girinos. “Cada um dos livros tem uma temática, como as variações morfológicas dos girinos, a dieta, táticas de sobrevivência, metamorfose. Nossa preocupação foi fornecer um material de alta qualidade científica com conceitos biológicos, mas, ao mesmo tempo, com uma linguagem acessível, atraente e com atividades lúdicas”, explica Michel Varajão Garey, professor da Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila) que coordenou a pesquisa do bioma Mata Atlântica. O docente reforça que os livros tentam explicar que os anfíbios estão em declínio populacional no mundo causado pelo desmatamento, poluição, mudanças climáticas, entre outros fatores. O que segundo Garey é motivo de preocupação entre os cientistas, já que este grupo de animais é importante para o funcionamento dos ecossistemas, para controle de pragas e de vetores de doenças.

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