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Em auditório lotado, vereadora Ireuda Silva conduz bate-papo sobre desafios da mulher negra no mercado de trabalho


Em um auditório lotado na Faculdade de Economia da Universidade Federal da Bahia (UFBA), a vereadora Ireuda Silva (PRB) conduziu, na tarde desta quinta-feira (30), um bate-papo sobre os desafios que a mulher negra enfrenta no mercado de trabalho em Salvador, na Bahia e no Brasil como um todo. Ireuda é vice-presidente da Comissão da Reparação na Câmara Municipal.
No evento, a republicana aproveitou a oportunidade para relacionar o tema com a sua trajetória pessoal enquanto mulher negra. Para ela, só quem vive essa realidade na própria pele sabe como é ser mulher e, além disso, ser negra na Bahia e no Brasil. Ireuda destacou que a discriminação vem de todos os lados e se manifesta em todas as esferas. “A luta para conquistar espaço no mercado de trabalho e ter acesso a educação de qualidade é extremamente árdua”, pontuou. De acordo com a edil, o objetivo da palestra foi motivar os presentes, fazendo-os entender que “esse é um espaço [o mercado] onde eles devem habitar, estudando, crescendo” do ponto de vista profissional e humano. 
Para Marlisabete Paz, presente no evento, o bate-papo permitiu que ela ampliasse horizontes e esclarecesse dúvidas sobre o mercado de trabalho. “Foi um grande aprendizado, maravilhoso com essa pessoa linda que é a Ireuda Silva, mulher de fibra, sempre com atitudes positivas”, declarou, sendo complementada por Noemia Araújo: “Não podemos abaixar a cabeça, pois temos competência de chegar aonde quisermos”. 

De acordo com a Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), entre 2015 e 2016, as mulheres negras diminuíram seu rendimento de R$ 1.308 para R$ 1.248 e os homens negros diminuíram de R$ 1.663 para R$ 1.516, uma redução de 4,6% e 8,8%, respectivamente. Homens e mulheres brancas tiveram um rendimento de R$ 1.745 e R$ 1.345, respetivamente.
O bate-papo encerrou o Novembro Negro da vereadora Ireuda Silva (PRB), que também realizou uma audiência pública sobre racismo no esporte e participou de outra sobre anemia falciforme. “São temas que não podemos nos furtar a discutir, sobretudo em um mês imbuído de tamanha simbologia para a parcela negra da sociedade”, assinalou a republicana. “Mesmo sendo a cidade mais negra do Brasil, Salvador ainda mantém essa diferença absurda entre brancos e negros no que se refere à dinâmica econômica. Esse triste quadro é mais um reflexo do nosso racismo institucional”, acrescentou a vereadora.

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